O ano de 2023 marca os 80 anos da Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) do Exército Brasileiro (EB), proporcionando uma valiosa oportunidade para uma ampla reflexão sobre sua história, sua estrutura e o seu futuro. O marco oficial da especialidade na Força coincide com a instalação do Centro de Instrução Especializada (atual Escola de Instrução Especializada - EsIE), em 1943 , onde foi criado o Curso de Guerra Química, tendo como objetivo preparar as tropas da Força Expedicionária Brasileira. Na sequência, fruto da necessidade de uma Organização Militar vocacionada para o tema, foi ativada, no ano de 1953 , na cidade do Rio de Janeiro (RJ), a Companhia Escola de Guerra Química (Cia Es G Q), atual 1º Batalhão (Btl) DQBRN. Esta Unidade constituiu a primeira tropa operacional de DQBRN no âmbito das Forças Armadas brasileiras. Em 1987 , integrantes da EsIE e da Cia Es G Q foram empregados no acidente com o radioisótopo Césio 137, ocorrido na cidade de Goiânia (GO). Ne...
Presente em todas as organizações militares do território nacional, o Serviço de Intendência é responsável por parte significativa das funções logísticas no âmbito do Exército, dentre as quais se destacam: a de suprimento, a de transporte e a de recursos humanos. Seja em operações, seja em atividades administrativas rotineiras dos aquartelamentos, a Intendência prevê e provê as necessidades da tropa. Ao longo dos séculos, diferentes chefes militares como Ciro, Alexandre, César e Napoleão Bonaparte preocuparam-se em executar atividades de intendência destinadas a ditar a continuidade dos homens no combate. A partir do século XVII, as guerras modernas passaram a ocorrer sobre uma base doutrinária que passou a valorizar a necessidade de alimentar e vestir adequadamente os contingentes a serem incorporados às fileiras dos exércitos. Foi diante desse cenário que a Intendência começou a surgir como uma categoria organizacional - exclusivamente a cargo dos governos - e responsável por assi...
Prólogo Em dois artigos publicados anteriormente, ao leitor foi apresentada a concepção de que os comandantes de Organizações Militares (OM) nível unidade (U) e subunidade desempenham cinco papéis funcionais – líder militar, arquiteto, sacerdote, governante e chefe militar – no decorrer de um processo cíclico de transformação das OM operativas da situação de guarnição para a de campanha. Para o desenvolvimento especulativo dessa argumentação, considerou-se que o principal fator gerador desse processo é – para as OM do Exército Brasileiro (EB) não enquadradas como de pronto-emprego – a conscrição, ou seja, o alistamento dos nacionais aptos para o serviço militar. É o alistamento, pois, com a sua consequente designação que, por acontecer anualmente com a inserção de novos indivíduos, provoca o reinício da preparação da OM como um todo para o emprego em combate. Vale dizer também que classificar a ação de comando desse comandante em papéis funcionais tem por objetivo qualificar suas aç...
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