Os papéis funcionais do Comandante (Parte III)
Prólogo
Em dois artigos publicados anteriormente, ao leitor foi apresentada a concepção de que os comandantes de Organizações Militares (OM) nível unidade (U) e subunidade desempenham cinco papéis funcionais – líder militar, arquiteto, sacerdote, governante e chefe militar – no decorrer de um processo cíclico de transformação das OM operativas da situação de guarnição para a de campanha.
Para o desenvolvimento especulativo dessa argumentação, considerou-se que o principal fator gerador desse processo é – para as OM do Exército Brasileiro (EB) não enquadradas como de pronto-emprego – a conscrição, ou seja, o alistamento dos nacionais aptos para o serviço militar. É o alistamento, pois, com a sua consequente designação que, por acontecer anualmente com a inserção de novos indivíduos, provoca o reinício da preparação da OM como um todo para o emprego em combate.
Vale dizer também que classificar a ação de comando desse comandante em papéis funcionais tem por objetivo qualificar suas ações em categorias que permitam identificar, compreender e, dessa forma, internalizar, os planos de atuação simbólico, psicológico, sociológico, afetivo e material que delas decorrem. Visto dessa maneira, em partes, o conteúdo de cada desempenho funcional, é possível inferir agora uma atuação para a totalidade e, consequentemente, perceber a existência de um papel funcional que enquadra uma atividade global que a quase tudo abarca.
Atingindo então esse patamar, vejamos agora o desempenho como governante.
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