Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército Brasileiro - 80 anos de desafios e constante evolução

O ano de 2023 marca os 80 anos da Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) do Exército Brasileiro (EB), proporcionando uma valiosa oportunidade para uma ampla reflexão sobre sua história, sua estrutura e o seu futuro.

O marco oficial da especialidade na Força coincide com a instalação do Centro de Instrução Especializada (atual Escola de Instrução Especializada - EsIE), em 1943, onde foi criado o Curso de Guerra Química, tendo como objetivo preparar as tropas da Força Expedicionária Brasileira.

Na sequência, fruto da necessidade de uma Organização Militar vocacionada para o tema, foi ativada, no ano de 1953, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), a Companhia Escola de Guerra Química (Cia Es G Q), atual 1º Batalhão (Btl) DQBRN. Esta Unidade constituiu a primeira tropa operacional de DQBRN no âmbito das Forças Armadas brasileiras.

Em 1987, integrantes da EsIE e da Cia Es G Q foram empregados no acidente com o radioisótopo Césio 137, ocorrido na cidade de Goiânia (GO). Neste episódio, militares e civis realizaram o monitoramento radiológico de pessoal e auxiliaram na retirada e no tratamento de rejeitos radioativos.

Fruto dos ensinamentos colhidos no acidente, o Exército verificou a necessidade de renovar seus equipamentos e aperfeiçoar sua doutrina. Desta forma, em 1987, a Cia Es G Q foi extinta, sendo ativada a Cia DQBN, com maior efetivo e melhor preparo de seus quadros para a defesa diante da ameaça QBN.

A partir do ano de 1989, o Exército passou a participar do Exercício Geral do Plano de Emergência das Usinas Nucleares de Angra, em coordenação com o Plano de Emergência Complementar do Comando Militar do Leste (CML) e com o Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (SIPRON).

Desde o ano de 2001, o 1º Btl DQBRN realiza o monitoramento e a desconquítaminação preventiva do material oriundo das tropas que cumpriram missão de paz fora do território nacional. Este trabalho foi realizado nos contingentes que participaram de missões de paz no Timor-Leste (UNMIT) e no Haiti (MINUSTAH).

Demonstrando novamente o seu pioneirismo, no ano de 2002, o EB aprovou o seu Sistema de DQBN (SDQBNEx). Este Sistema apresentou uma série de novas considerações para o assunto e teve por finalidade dotar a Força de um instrumento capaz de responder prontamente a uma ameaça e/ou desastre QBN.

Em 2003, foi criado o 1° Pel DQBN, atual Cia DQBRN, sediado na cidade de Goiânia (GO). Esta estrutura tem por característica principal estar apta para ser empregada nas missões de apoio às Operações Especiais e em conjunto com outras tropas de DQBRN.



from EBlog https://ift.tt/Zzp2ua5
via IFTTT

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Serviço de Intendência: das origens históricas ao momento atual – uma sinopse

Os papéis funcionais do Comandante (Parte III)