376 anos do invicto Exército de Caxias
No dia 19 de abril de 2024, comemoramos 376 anos da Batalha dos Guararapes, marco da criação simbólica do Exército Brasileiro.
Nessa data, em 1648, na região dos Montes Guararapes, as ações das forças luso-brasileiras representaram o despertar nativista, onde irmanados por intenso sentimento patriótico, índios, negros, brancos e mestiços, parcela indissociável da coletividade brasílica, derrotaram o poderoso invasor holandês, mais numeroso e mais bem armado, o qual possuía experiência aurida na Guerra dos 30 anos e lutava sob o comando de profissionais competentes e vividos na luta da época.
Dessa fusão de raças ocorreu o lançamento das bases de um exército genuinamente brasileiro, que surgiu da vontade da nação brasileira em defender sua soberania contra invasores externos. Essa vontade foi legitimada a partir da independência do país em 1822 e materializada com o batismo de fogo do Exército Brasileiro, que ocorreu nas Guerras de Independência. Contudo, a sua criação, de fato, se deu por ocasião da Constituição de 1824, como entidade de proteção do território e da nação brasileira.
Entre os anos de 1832 e 1870, o Exército Brasileiro atuou intensamente para combater revoltas internas e em campanhas externas na região do Prata. Por ocasião desses eventos, surgiu a figura de Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, soldado símbolo da pátria. A ação pacificadora de Caxias nos conflitos internos garantiu a integridade territorial do Brasil. Da mesma forma, no contexto dos conflitos externos, sua atuação destacada como comandante das tropas aliadas na Guerra do Paraguai contribuiu para que fosse escolhido, mais tarde, o Patrono do Exército Brasileiro.
Na primeira metade do século seguinte, o invicto Exército de Caxias respondeu a agressões contra a soberania brasileira e defendeu a liberdade e a democracia, entrando para a história como a única força militar terrestre sul-americana a cruzar o oceano e combater no Teatro de Operações Europeu, por ocasião da 2ª Guerra Mundial, integrando a Força Expedicionária Brasileira (FEB), no que foi uma das mais gloriosas páginas da história militar do Brasil.
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