Gestão de Projetos de Defesa

As Forças Armadas Brasileiras estão se preparando há muito tempo para uma posição de protagonismo do Brasil dentro de um novo cenário estratégico mundial. O desenvolvimento de meios como os Submarinos da Classe Riachuelo, o avião de transporte militar multimissão KC 390 Millennium, e o programa estratégico Forças Blindadas, dentre outros, são provas irrefutáveis desta preparação. Progressivamente, o Exército Brasileiro vem qualificando os seus gestores na área de projetos, buscando cada vez mais a excelência no seu portfólio na condução de seus programas. Este processo de transformação tem como objetivo maior preparar o Exército para fazer frente aos novos desafios, promovendo novas capacidades.

Algumas atividades governamentais são desconhecidas do público em geral, incluindo-se aqui a maioria das atividades militares. Isto ocorre, em parte, pela especificidade das próprias atividades, mas também pela necessidade de sigilo quanto aos conhecimentos e técnicas empregados, visando garantir o fator surpresa diante de forças oponentes. Os projetos de Defesa, pelo seu caráter estratégico, não são diferentes. Neste contexto, homens e mulheres militares, capacitados e com expertise conquistada em anos de estudo, conduzem projetos de tamanha importância para a nação.

É notório que o estudo da Gestão de Projetos tem sido tema de muitas pesquisas no Brasil e no exterior. No entanto, apesar dos projetos militares existirem há anos, e terem trazido evoluções tecnológicas que revolucionaram o mundo, tais como a Conquista do Espaço, a internet e o GPS, ainda é escassa a literatura sobre a Gestão de Projetos de Defesa.

Para o Guia PMBOK (PMI, 2017), projetos são empreendimentos de caráter temporário, desenvolvidos em todos os níveis organizacionais, com a finalidade de desenvolver um produto, serviço ou resultado único. Portanto, têm como marco de encerramento do seu ciclo de vida, a efetivação da entrega ou das entregas a que se destina. A definição do projeto pode ser entendida como o processo pelo qual as necessidades das partes interessadas, os stakeholders, são identificadas e as especificações definidas.

Todas as organizações vivem de projetos, mesmo aquelas cujo produto final não seja gerado por tal. Executar projetos é uma característica de sobrevivência das empresas modernas e saber gerenciá-los é uma habilidade marcante dos executivos. Dentro dessa evolução, as organizações se veem obrigadas a restabelecer suas estruturas, adequando-as de forma a atender com mais qualidade e gerar mais satisfação aos stakeholders. Assim, muitas tarefas podem ser adequadas e enquadradas dentro das metodologias da gestão de projetos. Neste aspecto, tal gestão tem se tornado uma nova forma de levar as organizações a alcançarem um alto grau de eficácia em suas atividades, cumprindo seus prazos, otimizando seus recursos, produzindo bens ou serviços com mais qualidade e menor custo, fornecendo às empresas que a adotam um diferencial perante seus concorrentes.



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