Forças Especiais do Brasil: sua importância e seus valores

As Operações Especiais, como o próprio nome diz, são operações que devem ser conduzidas por forças militares especialmente organizadas, treinadas e equipadas, com capacidade suficiente para atuar em ambientes hostis, negados ou sensíveis, visando a atingir objetivos estratégicos, empregando capacitações militares específicas, não encontradas nas forças convencionais (BRASIL, 2019).

Entendendo o conceito de Operações Especiais, infere-se que são operações revestidas de alto grau de sensibilidade, que demandam meticulosidade no planejamento e excelência na execução, fatores que são de fundamental relevância no combate moderno. Ainda, requerem forças militares altamente adestradas e comprometidas com a missão que lhes é destinada.

Nesse contexto, avulta-se de importância as Forças de Operações Especiais (F Op Esp), as únicas destinadas à execução das Operações Especiais, que podem gerar efeitos significativos para o sucesso das campanhas militares. No Exército Brasileiro, essas Forças são constituídas por tropas de Comandos e de Forças Especiais.

No Brasil, a origem das Operações Especiais remonta ao período das invasões holandesas, iniciadas em 1624, na Bahia, ocasião em que colonos nativos se organizaram em “Companhias de Emboscadas”, adotando Táticas, Técnicas e Procedimentos (TTP) característicos das Operações Especiais, para expulsar o invasor e manter a integridade do nosso território. Nesse contexto, destacou-se o Capitão Francisco Padilha, comandante de uma das “Companhias de Emboscadas”, cujos feitos foram fundamentais para a retirada das esquadras holandesas da capital baiana. O 1˚ Batalhão de Ações de Comandos recebeu, em 2006, a denominação histórica de “BATALHÃO CAPITÃO FRANCISCO PADILHA”, em homenagem aos atos heroicos do referido Capitão (BRASIL, 2020).

Outro militar que também se destacou naquele período, foi o Sargento-Mor Antônio Dias Cardoso, que teve brilhante atuação, organizando forças locais para executarem emboscadas. Liderando um “pequeno exército” de pernambucanos, também derrotou, em 1645, nas batalhas do Monte das Tabocas e Casa Forte, neerlandeses mais bem equipados e treinados, dentre eles, o comandante-geral das tropas no Nordeste, Coronel Van Hans. Cabe ainda destacar, os feitos desse valoroso militar na primeira e na segunda batalha de Guararapes, ocorridas em 19 de abril de 1648 e 19 de fevereiro de 1649, respectivamente, que marcaram a gênese do Exército Brasileiro e da nossa nacionalidade. O 1˚ Batalhão de Forças Especiais recebeu, em 1991, a denominação histórica de “BATALHÃO ANTÔNIO DIAS CARDOSO”, em homenagem a esse valoroso soldado que dedicou a sua vida em defesa do seu povo (BRASIL, 2020).



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