Pandiá Calógeras, além do Ministério da Guerra

Das muitas efemérides que o ano de 2022 possuiu e cuja comemoração foi eclipsada pelo Bicentenário da Independência, uma em especial toca o Exército Brasileiro, os 100 anos do término da gestão do primeiro civil nomeado Ministro da Guerra no período republicano, João Pandiá Calógeras.

A passagem de Calógeras à frente da Pasta da Guerra já motivou inúmeras análises e ainda hoje é motivo de admiração. O presente artigo tem um escopo diferente: apresentar o homem além do ministro.

Nascido em 19 de junho de 1870 na cidade do Rio de Janeiro, filho de Michel Calógeras e de Júlia Ralli Calógeras, neto de franceses e de descendência grega, Pandiá Calógeras teve esmerada educação, recebida de preceptores alemães e do Colégio Pedro II, onde ingressou aos 14 anos.1

Em 1890, formou-se em Engenharia na Escola de Minas de Ouro Preto (MG), atualmente integrante da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), tendo obtido o primeiro lugar em sua turma de formação 2, iniciando sua carreira profissional em Santa Catarina, onde realizou estudos relativos à extração de manganês na localidade de Cariguaba.

No ano seguinte, casou-se com Elisa Guimarães, companheira de toda sua vida, tendo o casal se radicado em Minas Gerais.

Em 1892, realizou pesquisas na Serra do Gandarella, no coração do Quadrilátero Ferrífero, destinadas a verificar o aproveitamento das jazidas de mármore existentes na região. Entre 1894 e 1897, ocupou o cargo de consultor técnico da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas de Minas Gerais. Naquele mesmo ano, iniciou sua vida parlamentar, sendo eleito para Câmara dos Deputados Federais pelo Partido Republicano Mineiro (PRM), logo se destacando dos seus pares pelos sólidos argumentos que utilizava em suas intervenções.



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