Escola de Sargentos do Exército: primeiras leituras sobre governança colaborativa, sustentabilidade e legados
A construção da Escola de Sargentos do Exército está inserida como um subprograma componente do Programa Estratégico de Educação e Cultura do Exército Brasileiro, caracterizado como um empreendimento de caráter militar de interesse para a formação e o preparo de parte expressiva da Força Terrestre: os sargentos. O horizonte temporal da construção alcançará 2034, ano de sua inauguração, possibilitando a implementação de inúmeras ações estratégicas também voltadas à melhoria das condições sociais e econômicas do entorno da área onde será ativada a escola.
O empreendimento será desenvolvido no Campo de Instrução Marechal Cavalcanti de Albuquerque, conhecido pela abreviatura CIMNC, incluído na área territorial do município de Abreu e Lima. Pela proximidade, prevê-se como impactadas, em uma primeira análise, as cidades de Paudalho, Carpina, Araçoiaba, Camaragibe e São Lourenço da Mata.
A Região Metropolitana do Recife possui diferentes vocações econômicas. Na sua porção norte, destacam-se a indústria automobilística, o conjunto de instalações fármaco-químicas e as empresas de bebidas. Ao sul, podem ser citados o Complexo Portuário do Suape e a indústria do turismo. O próprio núcleo principal da região metropolitana, a Capital dos Altos Coqueiros, possui direcionamentos bem definidos, como as atividades de comércio, serviços, turismo e logística. O Porto Digital, CHESF, Moura Dubeux Engenharia, além de cerca de 148 mil microempresas, se destacam em Recife, dentre outras.
A futura Escola estará localizada no que, comumente, se conhece como “Oeste da Região Metropolitana do Recife”. Segundo Sheilla Pincovsk, da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisa de Pernambuco (CONDEPE/ FIDEN), os dados econômicos dos seis municípios, a serem diretamente impactados pelo complexo escolar, abrangem um universo populacional de cerca de 510 mil habitantes; PIB per capita variando de R$ 8 a 20 mil (do mais baixo, Araçoiaba, ao mais alto, Carpina); número de empregos formais abrangendo os parâmetros de 1.538, em Araçoiaba, ao registrado de 14 mil, em Camaragibe. Ao compararmos tais dados com os do Recife, com base nos últimos dados do IBGE, teremos: população de 1.488.920 habitantes; PIB per capita de R$ 30.427 e empregos formais de cerca de 716 mil pessoas. Fica aqui um primeiro questionamento: qual a vocação econômica da porção oeste dessa região?
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